Camara Nova Era

Nova Era
História da Câmara PDF Imprimir E-mail

Em 1º de janeiro de 1939 houve a instalação do novo município ainda nomeado Presidente Vargas. Foi então nomeado o primeiro prefeito da cidade, o Dr. Nelson de Lima Bruzzi. Pelo decreto da lei de nº389, em 13 de junho de 1942 a cidade passou a se chamar Nova Era por sugestão do então governador Benedito Valadares e de seu secretário de fazenda Dr. Ovídio de Abreu.

A partir do ano de 1947 foi instalado em Nova Era o poder legislativo com sede na prefeitura municipal e até o ano de 1951 a Câmara Municipal foi representada pelos vereadores Joaquim de Assis Lage (presidente), José  de Lima Bruzzi (Vice-presidente), José Thomaz Martins da Costa (secretário), Adelino Felipe Filho, Antonio Martind Guerra, Ernani Oliveira Santiago, Etevany Ferraz, Guilherme de Araújo, Realino Ferreira Matozinhos e os suplentes Benigno de Souza e José Modesto de Ávila.

De 1947 até os dias atuais, a Câmara passou por 15 legislaturas que atualmente é representado por Marcos Antônio Benevides (presidente), Ronaldo Dias de Andrade (vice-presidente), Norma Lucia Gomes de Paulo (secretária), José Fernandes de Carvalho, Laci Rodrigues Sette, Osvino Rodrigues Sette, José Luiz Rosa, Sebastião Venceslau Siqueira e Aroldo de Campos Faustino. 

 

 História de Nova Era

Em 1706 o experimentado sertanista Antônio Dias de Oliveira fez sua entrada no bravio sertão do Rio Doce. Em sua bandeira, vieram os irmãos portugueses José e Antônio de Miranda. Oriundos da Vila de Mirandela, em Portugal, de lá trouxeram apenas a fé e a esperança de conseguirem algo que lhes compensasse os sofrimentos vividos na pátria.A Bandeira partiu de Taubaté, em São Paulo.

     Naquele tempo, a meta dos aventureiros era explorar novas terras, em estafantes caminhadas mata a dentro, rompendo a selva agreste. Foi assim que chegaram às imediações da hoje Estação Ferroviária de Desembargador Drumond, ( Drumond Velho)quando encontraram um pequeno rio, afluente do Piracicaba, que batizaram como rio de Peixe.Ao colher água do rio, um dos Miranda encontrou no fundo da vasilha, vestígios de ouro. Selando este segredo com seu irmão, cuidaram de separarem-se dos companheiros, fixando residência no local, com o objetivo de exploração do ouro.Antônio Miranda adquiriu as terras e construiu a Fazenda Rio de Peixe, onde passou a residir.

     Aumentando o seu patrimônio, adquiriu as sesmarias da Passagem, Pedra Furada e Macacos.Seus fundadores, além de se dedicarem à extração de ouro de aluvião, cuidaram de desenvolver trabalhos agrícolas e cultivo de cereais.As primeiras e mais importantes fazendas, além da já citada, foram: Fazenda Figueira, Fazenda Bom Jesus de Perdões e Fazenda da Barra do rio das Cobras, mais tarde denominada Barra do Prata.Em 1715, o então Governador da Capitania Unida de São Paulo e Minas Gerais – D. Braz Balthazar da Silveira, convocou uma junta Governativa que determinou o pagamento ao governo de dez oitavas de bateia, além de outras taxas já existentes. Dessa medida resultou a diminuição da cata de ouro, pois a exorbitância dos impostos passou a asfixiar os mineradores.O arraial foi elevado à categoria de curato em 1832 passando mais tarde a freguesia por Lei Provincial nº384, de 9 de outubro de 1848.

     Seu primeiro vigário foi o Padre João Álvares Martins da Costa, apresentado pelo Imperador Dom Pedro II ao Bispo diocesano, para que o confirmasse no cargo de seu vigário colado. Padre João Álvares era tido como verdadeiro apóstolo do Evangelho, cuja bondade "nunca teve férias".No início do século, o arraial comemorava festas religiosas como o Dia de Reis, de São Sebastião, rituais da Semana Santa, fogueiras, quentões, canjicas, batatas assadas, quadrilhas nas festas juninas de Santo Antônio, São João e São Pedro, a Festa do Rosário, a Festa do Divino, a Cavalhada no Curro e se praticavam o teatro e serestas.Em 1932 inaugurou-se a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que trouxe novos horizontes para a vida econômica do distrito. Representava para as classes produtoras, possibilidades de escoamento, pecuária, industrial e comercial.

     Em 1936 foi inaugurada a estação da Estrada de Ferro Central do Brasil.O arraial de São José da Lagoa pertenceu a Caeté, depois a Santa Bárbara, Rio Piracicaba e finalmente, a Itabira.Em 17/12/1938, através do Decreto nº148, o então Governador de Minas, Sr. Benedito Valadares, assinou o ato de emancipação do distrito, elevando-o à categoria de município, com o nome de Presidente Vargas. Foi então nomeado o Primeiro Prefeito – Dr. Nelson de Lima Bruzzi, natural de São José da Lagoa, formado em Farmácia pela Escola de Minas de Ouro Preto.

     A instalação do novo município se deu em 01 de janeiro de 1939, em solenidades com grande entusiasmo popular.Na década de 40, grandes nomes impulsionaram o desenvolvimento do nosso município. Além da capacidade e determinação do jovem Prefeito Nelson de Lima Bruzzi, Presidente Vargas muito tem a agradecer a José Coelho de Lima, na época Diretor do Grupo Escolar Desembargador Drumond; ao Padre Pedro Maciel Vidigal, vigário e expressiva força política local; Dr. José Moreira, engenheiro que fez estudos de base econômica para o município e projeto de remodelação do serviço de abastecimento de água; Dr. Leão de Araújo, que como chefe do Diretório Municipal de Geografia, elaborou vários projetos de incentivação ao desenvolvimento econômico; aos fazendeiros Arthur de Araújo, Joaquim Martins Guerra e José Máximo Bruzzi, (também correspondente do Banco Mineiro da Produção) que zelaram pelo setor agropecuário, oferecendo experiência e conhecimentos no setor.

     Pelo Decreto – Lei nº839, de 13 de junho de 1942, o município passou a chamar-se Nova Era, pôr sugestão do Governador Benedito Valadares e seu Secretário de Fazenda, Dr. Ovídio de Abreu. A inspiração desse nome deveu-se à crença de que uma nova era de progresso para todo o Vale do Rio Doce surgiria com o Estado Novo, implantado por Getúlio Vargas.

 

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